Síndrome do Impostor: o sentimento de fraude!

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Você escuta, de forma recorrente, uma ‘vozinha’ vinda da sua mente e que diz: “você não é boa o suficiente”, “você não é capaz”, “tudo que conquistou foi sorte”. Ou: “vão me descobrir! Sou uma fraude!”

Também, você vive insegura, paralisada diante dos desafios diários e é procrastinadora crônica?

Caso tenha dito sim à várias das questão anteriores, cuidado! Você pode estar sofrendo com a Síndrome do Impostor (S.I) e perdendo muitas oportunidades por acreditar integralmente nessa ‘vozinha’ interior.

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O que é a Síndrome do Impostor (S.I)?

 A Síndrome do Impostor (S.I) ou Fenômeno Impostor, conforme pesquisas contidas nos registros da USP, tem sido largamente estudada no âmbito internacional.

Percebe-se, conforme relatos e estudos, que as pessoas que sofrem da Síndrome do Impostor (S.I) – os “impostores” – não acreditam na sua capacidade e na sua inteligência.

Ainda, de forma muito intensa, as pessoas com essa Síndrome constantemente acreditam que as pessoas ao seu redor superestimam sua capacidade e sua inteligência. São pessoas que nutrem a crença que seus bons resultados são fruto de “sorte”, do “acaso” ou, por outro lado, de “esforço demasiado”, isto apesar de serem pessoas extremamente capazes, realizadoras e de sucesso. (Veja Cursos Comportamentais Online)

carla tieppo 2 - Síndrome do Impostor: o sentimento de fraude!

A Síndrome do Impostor (S.I): o estudo

O termo Síndrome do Impostor (S.I) foi cunhado na década de 78 pelas psicólogas clínicas Pauline R. Clance e Suzanne A. Imes. Para elas, a Síndrome do Impostor (S.I) faz com que o indivíduo experimente internamente uma crença e uma sensação de falsidade intelectual, de incapacidade, de não merecimento, que é uma “fraude”.

Embora essa Síndrome seja mais estudada no ambiente de trabalho, ela afeta outras áreas do indivíduo, como vida pessoal, relacionamentos, aprendizado, etc.

Outro aspecto intrigante é que a Síndrome, inicialmente, era mais intenso e amplamente comum (70%) em mulheres bem-sucedidas. Contudo, conforme constatação de pesquisas nas décadas seguintes, os homens também estão sujeitos à Síndrome do Impostor (S.I).

Portanto, a Síndrome de Impostor (S.I) pode afetar qualquer indivíduo e pode ter sua origem fruto de diversas razões, tais como:

  • Classe social;
  • Cultura familiar do qual a pessoa foi criada;
  • Dilemas e questões que a pessoa esteja vivenciando no momento;
  • Entre outros aspectos.

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 5 Sinais que Podem Indicar que Alguém Possui a Síndrome do Impostor (S.I)

 Pessoas que possuem a Síndrome do Impostor (S.I) tendem a evitar o sucesso ou atribuem seus bons resultados ao “acaso”, a “sorte”.

Outros sintomas comum são: discursos autodepreciativos; necessidade frequente de checar e reavaliar o próprio trabalho; fuga de situações que o coloquem no foco das atenções, entre outros aspectos.

Assim, de modo a evitarem o sucesso ou as conquistas mantendo essas percepções distorcidas sobre si, elas costumam ter os seguintes hábitos, comportamentos ou sintomas:

– Se tornam “workaholic” insano:

Como a pessoa que vive com a Síndrome tende a acreditar que todos ao seu redor são mais capazes e inteligentes que ela, de modo a evitar ser descoberta como “impostora”, ela passa a se dedicar de forma extraordinária e obsessiva à determinadas atividades.

– Andam com o “frio de mão puxado”:

Em alguns casos pode acontecer o contrário do item anterior. Ou seja, o indivíduo sabe que pode ir mais longe e ter maiores resultados mas, não vai. É como se tivesse andando com “o freio de mão puxado”.  Eles pensam que é muito menos doloroso o ‘não tentar’ do que se ‘expor’ aos olhares, as avaliações e aos julgamentos dos outros sobre sua capacidade.

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– Autodepreciação ou consideram indignas de elogios sinceros:

Excesso de autoexigência, autocobrança, intolerância aos próprias erros e falhas, bem como a necessidade de aprovação e agradar a todos, esses são alguns dos traços observados nas pessoas que possuem a Síndrome do Impostor (S.I). Elas sempre se sentem desconfortáveis com elogios e reconhecimentos. Acreditam que não são merecedoras e boas o bastante e por isso, não merecem elogios, aprovações e o sucesso.

– Procrastinadoras:

Os indivíduos com essa desordem tendem, por hábito, adiar compromissos e tarefas, isso porque, em especial, são perfeccionistas e possuem o receio de que o resultado de seu trabalho seja aquém das expectativas, insatisfatórios e assim, seja criticado pelos outros. A “falta e tempo”, por exemplo, passa a ser uma desculpa para evitar os riscos da realização.

– Autossabotagem:

As pessoas com a Síndrome tendem a vislumbrar o fracasso como algo inevitável, isso gera ansiedade e expectativa, com reflexo, começam a agir e se comportar de forma a minar suas próprias realizações e conquistas. Ao não terminar aquilo que se propôs ou o que foi pedido, ela não se expõe e evita ser criticada, daí se sabota de forma inconsciente.

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Síndrome do Impostor (S.I): teste

 A psicóloga americana Pauline Rose Clance (Ph.D) e autora do livro “O Fenômeno Impostor:  Quando o sucesso faz você se sentir como uma Fraude” (1985, Toronto:  Livros Bantam) desenvolveu um teste bem interessante.

O teste não é um diagnóstico. Ele foi desenvolvido para contribuir com que os indivíduos percebam em si se possuem (ou não) as características da Síndrome do Impostor (S.I), e em afirmativo, qual sua frequência e intensidade.

O teste na íntegra é composto por 20 perguntas. Ele está disponível em inglês no site da psicóloga idealizadora dos estudos ( Faça o Teste na Integra) e no site da Revista Bibliot3ca (Teste em Português na Integra). Para cada pergunta há 5 opções de respostas, sendo que cada opção remete a uma graduação (de 1 a 5). O somatório das graduações das respostas dão o resultado final.

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Síndrome do Impostor (S.I): uma autopercepção

A seguir, relaciono 7 perguntas, isto de forma adaptada, para você refletir e fazer uma autopercepção. Contudo, sugiro entrar no site e fazer todo o teste completo.

3 Box produtividade - Síndrome do Impostor: o sentimento de fraude!

  1. Mesmo com medo de não se sair bem e ser criticada, você se desafia em novas tarefas e ou aprovações?
  2. Tem muito medo de se colocar em situações de avaliações e mais ainda, de ser avaliada pelos outros?
  3. Quando as pessoas te elogiam ou manifestam verbalmente admiração pelo seu trabalho, teme decepcioná-las no futuro não atendendo às suas expectativas?
  4. Costuma atribuir seu sucesso, suas conquistas, suas realizações ao acaso? A sorte? As coincidências?
  5. Passa com frequência pela sua cabeça que as pessoas próximas a você “podem descobrir que você não é tão capaz e inteligente como elas imaginavam?”
  6. Constantemente se lembra de episódios que julga ‘não ter feito o seu melhor’, isto mais frequência do que as vezes que’ fez o seu melhor’?
  7. Costuma comparar sua capacidade e suas conquistas com as pessoas ao seu redor e achar, na maioria das vezes, que elas são mais capazes, mais inteligentes e mais realizadoras que você?

Se você respondeu a essas 7 questões acima com a sensação de ser “muito verdade, muito você”, há uma grande de chance de você estar com essa desordem psicológica, estar com a Síndrome do Impostor (S.I).

Logo, conversar com um psicólogo sobre o tema buscando mais indícios para uma avaliação mais profunda, sem dúvida lhe trará uma autoestima é um senso de realização muito maior.

Somado a isso, um colega confiável (ou parente bem próximo) disposto a lhe dar um feedback sincero do seu trabalho, seja ele bom ou ruim, também pode ser bem útil para você ajustar suas reais percepções e construir uma autoimagem mais positiva sobre si. (Veja Cursos Comportamentais Online)

 Síndrome do Impostor (S.I): o que fazer?

Apesar dos casos mais graves serem necessários uma intervenção psicológica e somado a estratégia do “amigo confiável disposto a dar feedbacks reais”, podemos adotar outras atitudes, tais como:

  • Converse com outras pessoas sobre o assunto rompendo o silêncio.
  • Diferencie sentimentos e sensações de fatos reais, de evidências concretas.
  • Identifique as circunstâncias específicas que te levam a se sentir uma “fraude”.
  • Perdoe seus próprios erros, assim como faria com o seu melhor amigo ou parente.
  • Comemore suas conquistas por menos que sejam, bem como seus aspectos positivos.
  • Mantenha um caderno de registro de coisas dos quais é grata (cadernos de gratidão diário).
  • Pense que você é um ser humano e por isso tem o direito de errar e aprender com o erro.
  • Crie o hábito de visualizar e imaginar seu sucesso futuro.
  • Mantenha contatos constantes com pessoas positivas, ativas e que elevam sua autoestima.
  • Não tenha medo de pedir ajuda, conselhos ou compartilhar suas inquietações com alguém.

Enfim, tome consciência do que de fato te impede de ser feliz e mude as atitudes de forma efetiva. Você merece uma vida extraordinária!

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