Empatia e sua relação com os ‘neurônios espelho’.

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Será que a empatia tem relação com os ‘neurônios espelho’? Conhece esse termo? Como desenvolver a empatia, o nosso radar social? Vamos falar sobre essas questões neste artigo!  

Você já deve ter visto vídeos, como aqueles que circulam pelo youtube, onde uma pessoa começa a rir alto e com o tempo…. contagia várias pessoas dentro de um metrô, como por exemplo o caso abaixo. (Curso Neurociência Para Todos)

Ou ainda, aquele fenômeno curioso e intrigante que surgi  (acontece comigo também, claro!) onde você se aproxima de alguém, este começa a bocejar e…  minutos depois você boceja também! (“bocejei só de ler e escrever sobre! Sério! Risos!!)

Como verão, tudo isso se relaciona com os neurônios espelho, logo, com a empatia.

Empatia e ‘neurônios espelho’: aspectos iniciais

A empatia, em sua essência e conforme ressalta o prestigiado psicólogo Daniel Golenan (Ph.D), é a capacidade de “perceber o que outras pessoas sentem sem que elas o digam”.

Em outras palavras, é ler as emoções da outra pessoa sem estarmos presos às nossas próprias emoções intensas (Curso Neurociência para Todos).

carla tieppo 1 - Empatia e sua relação com os ‘neurônios espelho’.
Curso online Neurociência para Todos

 

Contudo, no que tange a empatia, um dos grandes desafios é compreender essa comunicação sutil das emoções que não é expressada verbalmente (geralmente) pelo outro. Comunicação essa que vem por meio do seu tom de voz, da expressão facial e outras maneiras não verbais.

Sobre essas perspectivas e outras que a ‘empatia e os neurônios espelho’ mantêm uma estreita relação, nos sendo assim, extremamente úteis tanto na vida pessoal, quanto na carreira, negócios e vendas (VER CURSOS). Afinal, estamos constantemente nos relacionando, não é por menos que somos seres sociais.

O que são ‘neurônios espelho’?

Os neurônios espelho, como o nome sugere, são um grupo de células nervosas localizadas, conforme estudos, no córtex frontal, em uma área em especial, relacionada com o desenvolvimento da linguagem e da compreensão dos gestos.

Os neurônios espelho foram descobertos pela equipe do neurobiólogo e neurocientista Giacomo Rizzolatti, em 1994, na Universidade de Parma (Itália).

Giacomo Rizzolatti e equipe perceberam no laboratório, quase que ao acaso, algo muito interessante ao observarem macacos Rhesus, aqueles mesmos que segundo o mapeamento genético (Genoma) possuem 93 % de similaridade com o DNA de nós humanos.

Inicialmente Giacomo Rizzolatti e equipe buscavam, em meio a pesquisas no laboratório, identificar qual área do cérebro do macaco era ativada ao executar determinadas funções motoras.

Então, em meio a isso, um dos pesquisadores saiu e ao retornar ao laboratório, passou em frente a jaula do macaco segurando algumas frutas e…. percebeu no painel, que a área do cérebro do macaco que se relacionava às funções motoras foram ativadas, isso só do macaco ver o cientista comendo(VER CURSOS).

Em suma, perceberam que o simples ato do macaco visualizar (ou outro macaco ou humano comendo, por exemplo) já estimulava determinada região cerebral referente a ação motora correspondente, como um “espelhamento”. Futuramente se descobriu que funciona também com sons!

Ao repararmos crianças, vejo isso no meu filho, fica muito evidente esse “espelhamento”, a modelagem e a ação dos “neurônios espelho”.

carla tieppo 2 - Empatia e sua relação com os ‘neurônios espelho’.
Curso online com a Doutora Carla Tieppo (USP)

 

Mas claro, acontece com nós adultos também de diversas formas. Além de caso do ‘riso’ e do ‘bocejar’ que falei no primeiro parágrafo, você já reparou que quando viajamos tendemos a falar o sotaque daquela região? Ou já se perguntou porque em shows cômicos de TV costuma ter aquele ‘som de gargalhadas?’ São eles, os neurônios espelho.

Empatia e os ‘neurônios espelho’

Se os neurônios espelho em linhas gerais possuem a função de refletir e de espelhar, isto favorecendo o aprendizado e a experimentação, do que estamos observando, logo, eles estão relacionados com os comportamentos sociais, imitativos, portanto, empáticos.

Empatia deriva da palavra ‘sympatheia’. O vocábulo grego define ‘pathos’ como os sentimentos que um indivíduo experimenta: paixão, tristeza, sofrimento, ira, doença.

Já o prefixo ‘syn- (com) significa “sofrer juntos”. Juntando tudo, empatia envolve:  “experimentar juntos um sentimento e comparti-lo”. É ter simpatia, compaixão e se importar com o outro.

É também ter afinidades e se identificar com o outro, ouvi-lo na sua essência, compreender seus problemas, inquietações e emoções.

Ou seja, é entender a percepção, os sentimentos e a situação do ponto de vista da outra pessoa e dessa forma, ser capaz de comunicar (de volta para a outra pessoa) essa compreensão estreitando a afinidade. (VER CURSOS).

Ter empatia (ou criar rapport) envolve aguçar seu radar social proporcionado uma atmosfera de confiança, de receptividade e de participação.

Portanto, é um sistema emocional que dá um norte às ações e comportamentos dos indivíduos de modo a se relacionarem melhor, seja no campo pessoal, profissional e ou amoroso. Nota-se assim, o quanto é essencial!

Pré-requisito para desenvolver a empatia

Antes de mais nada cabe ressaltar que os pré-requisitos para se desenvolver a empatia, conforme cita estudiosos, é a autopercepção e a autoconsciência.

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Técnica gratuita para baixar

 

É como se fosse um sistema de hierarquia do qual o domínio de competências pessoais (autoconsciência ou autopercepção) me levassem à destreza nas competências sociais (empatia e comunicação interpessoal).

As competências pessoas e sociais são os pilares da inteligência emocional (VER CURSOS). Você sabe quais são esses pilares? Segundo o psicólogo Daniel Goleman (Ph.D) são 5.

Dentro das competências pessoais então:

  • Autopercepção (ou autoconsciência).
  • Autorregulação.
  • Motivação.

Já dentro das competências sociais então:

  • Empatia.
  • Comunicação interpessoal.

Ao observar essa hierarquia e refletir sobre ela de forma descuidada, podemos pensar em uma frase comumente falada, que é: “antes de conhecer o outro tem que me conhecer”. Já ouviu isso? Onde estaria o erro?

Particularmente penso que o erro está na palavra “antes”. Por que?

Porque somos seres sociais e ao lidarmos com o outro aprendemos muito sobre nós mesmos, seja por meio de feedbacks, seja por meio de modelagem, cursos, leituras, etc.

Quem nunca fez um trabalho voluntário ou presenciou uma cena (real ou filme, por exemplo) forte e ficou mais empático? Mais sensível? Veja por exemplo essa cena do filme Patch Adams – O amor é contagioso:

Isso prova que no contato com o outro nos tornamos mais humanos, mais empáticos. Então, desenvolver a empatia é uma via de mão dupla: passa pela autoconsciência e pela autopercepção mas não se desvincula dos contatos sociais.

Como desenvolver a empatia?

Embora haja vários caminhos, segue abaixo algumas diretrizes, ao meu ver, isto de forma resumida (VER CURSOS).

  • Entre em contato com seus próprios pensamentos e emoções;
  • Cuide de você tanto quanto cuida de alguém;
  • Tenha uma escuta ativa. Escute com mais atenção;
  • Olhe nos olhos;
  • Pratique o exercício de se colocar no lugar do outro, simulando sendo o outro;
  • Não tenha medo de ficar desconfortável ao lidar com os sentimentos do outro;
  • Mostre a outra pessoa que você se importa sinceramente com ela;
  • Faça trabalhos voluntários;
  • Desenvolva sua espiritualidade;
  • Use a empatia para ajudar, aproximar e motivas as pessoas;
  • Desenvolva uma mente mais flexível estando aberto para aprender mais e vivenciar novas culturas.
  • Pergunte, de forma direta, às pessoas como elas se sentem, o que elas pensam. Seja curioso neste aspecto.

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