Os 6 componentes das emoções [inteligência emocional]

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 Dr. Augusto Cury, referência em estudos sobre a inteligência emocional, é médico, psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor de renome nacional e internacional. Seus livros configuram entre os mais vendidos chegando a patamares superiores a 25 milhões só no Brasil.

Com sua escrita cativante e inteligente, Augusto Cury, no cerne dos seus estudos, ressalta a importância de fazermos a gestão das nossas emoções nos tornando assim, cada vez mais protagonistas da nossa vida.

Outro defensor da inteligência emocional e da gestão das emoções, também de grande referência na área, é o psicólogo de Harvard Daniel Goleman (Ph.D).

  Assim sendo, levando em consideração conceitos e técnicas desses renomados estudiosos, bem como da Psicologia e do Coaching, o presente artigo pretende levar a você, caro leitor, a refletir sobre como você gerencia suas emoções e como elas impactam na qualidade dos seus relacionamentos, inclusive, aqueles relacionamentos que nutre com você mesmo!

Emoções, o que são?

Para a Psicologia, “emoção é uma condição complexa que surge em resposta a determinadas experiências de caráter afetivo”. Tais respostas, por sua vez, dependem das avaliações cognitivas que fazemos da situação (do acontecimento ou gatilho), o que refletirá no tipo de emoção e na intensidade da mesma.

Em outras palavras, as emoções são desencadeadas em função de eventos (estímulos) externos e variados, podendo ser consciente ou inconsciente, e impactam nossas (re)ações, ainda, ativam e ou direcionam nossos comportamentos.

Daniel Goleman acrescenta: “todas as emoções são, essência, impulsos, legados pela evolução, para uma ação imediata, para planejamentos instantâneos que visam a lidar com a vida. […], o que indica que em qualquer emoção está implícito uma propensão para um agir imediato”. 

Ao nos atermos ao “planejamento instantâneo” e “agir imediato”, podemos perceber a importância da gestão das emoções e a inteligência emocional.

No nosso repertório emocional, cada emoção desempenha um papel específico. Logo, diferentes emoções provocam (re)ações, respostas, manifestações e comportamentos diferentes. Para Goleman, são 7 as emoções básicas:

  • Raiva;
  • Medo;
  • Felicidade;
  • Amor;
  • Surpresa;
  • Repugnância.

Há um volume muito grande de informações sobre nossas emoções, tanto nos aspectos do comportamento não-verbal (tom de voz, gestos, expressão facial e outros sinais) quanto nos aspectos verbais do comportamento (ex: escrita, fala, etc).

A seguir, podemos perceber melhor essa relação.

Quais os componentes das emoções?

A “emoção é uma condição complexa”, o que traduz em manifestações verbais e não verbais do comportamento. Veja por exemplo: “quantas vezes você identificou a tristeza em uma amigo, apensar dele tentar disfarçar, só pela fisionomia dele ou pelo tom de voz do mesmo?”

Com base nisso, a Psicologia descreve os 6 os componentes da emoção. Assim sendo, podemos deduzir que para nutrirmos emoções positivas ou para amenizarmos emoções “negativas”, precisamos atuar nos seguintes componentes:

  1. A expressão subjetiva das emoções: estado afetivo ou os sentimentos associados às emoções;
  2. Respostas corporais internas: como exemplo, aquela sensação de incômodo no estômago quando estamos tristes;
  3. Cognições sobre a emoção e situações associadas: conjunto de ideias, crenças e diálogos internos que acompanham a emoção e surgem automaticamente na maioria das vezes. Ex: “quando alguém critica seu trabalho, de forma automática, você pode vir a pensar nos vários defeitos que essa pessoa tem e que dessa forma, não deveria estar falando com você daquela forma”.
  4. A expressão facial: há expressões características de quando estamos com “nojo”, “tristes” ou “felizes”. Já reparou isso?;
  5. Reações à emoção: trata de reações gerais que impactam sua “visão de mundo” e que norteiam seus comportamentos pós evento. Por exemplo, após uma decepção amorosa você pode passar a olhar os relacionamentos de forma pessimista e generalista;
  6. Tendência de ação: conjunto de comportamentos, as vezes até automáticos e impulsivos, que as pessoas tendem a apresentar quando experimentam uma certa emoção. “Quando você está triste, o que costuma fazer? Comer muito? Dormir? Perceba que você tende a certos comportamentos”.

Porém, isoladamente, nenhum desses componentes é a emoção. A emoção é a reunião de todos esses componentes, além da sua inter-relação.

7 Formas de pensar (ou interpretar) que geram emoções negativas

Falamos, anteriormente, que o “conjunto de ideias, crenças e diálogos internos que você nutre” impactam o tipo e a intensidade da emoção que surgi frente à situação, certo? Aqui, neste tópico, quero lhe apresentar 7 formas de pensar (ou interpretar os acontecimentos) que podem estar lhe prejudicando. Vamos a elas e reflita sobre seus próprios comportamentos:

  • Pensamento do tipo ‘Catastrofização’: é a tendência de dar proporções maiores e imaginar resultados desastrosos em pequenos aspectos negativos do dia a dia;
  • Pensamento do tipo Tudo ou Nada’: tipo de pensamento radical onde a pessoa costuma interpretar as coisas pela ótica: “ou eu amo ou eu odeio”/ “Ou tudo ou nada”;
  • Pensamento do tipo ‘Leitura de Pensamento’: são indivíduos que tendem a achar que sabem exatamente o que as pessoas (terceiros) estão pensando. Ainda, presumem que o que estão pensado são coisas negativas a respeito deles. Algumas até dizem: “não precisa falara nada! Eu sei o que você está pensando e querendo dizer!”
  • Pensamento do tipo ‘Raciocínio Emocional’: é confiar cegamente nos sentimentos, nas sensações internas como guia. Embora sejam fontes de evidências, é arriscado quando nós nos embasamos só nessas sensações.
  • Pensamento do tipo ‘Generalização’: concluir que a partir de um episódio específico este pode ser aplicado aos próximos. Ex: “sempre acontece isso comigo!/ Nunca dou sorte com relacionamentos”.
  • Pensamento do tipo ‘Rotulação’: pode ser direcionado tanto as pessoas quanto a episódios. É quando, por exemplo, a pessoa diz: “sua burra mesmo! Não consigo aprender isso!”;
  • Pensamento do tipo ‘Exigências’: pessoas que pensam dessa forma tendem a usar palavras extremistas e rígidas em contexto de barganha. Por exemplo: “Porque eu sou seu pai….Então você deve sempre me obedecer”.

Diário das emoções/ sentimentos

No que tange a gestão das emoções e desenvolver a inteligência emocional, de forma prática, separei um exercício que se chama Diário das Emoções/ Sentimentos.

Ele contribuirá, de forma significativa, para você ter uma maior consciência das suas emoções e sentimentos, também, uma maior consciência dos tipos de emoções (e intensidades) que experimenta ao longo do dia ou da semana. Caso identifique, só para ilustrar, que ao longo da semana por diversas vezes sentiu tristeza, talvez seja um “alerta” da necessidade de procurar ajuda ou suporte.

Segue, de forma adaptada e resumida, o exercício. Fique à vontade para compartilhar com os demais colegas e aumentar essa corrente do bem! Veja:

  • Em diferentes momentos – ou ao final – de cada dia, anote os sentimentos, qualquer que seja, mesmo que parecem vagos, experimentados durante o dia e aquilo que os provocou. Faça isso ao longo de 2 semanas.
  • Releia todas as anotações (ao fim do dia ou da semana) tentando responder as seguintes questões:
  • I) Quais tipos de emoções, negativas ou positivas, são mais frequentes?
  • II) Qual a quantidade – de 0 a 10 – de cada?
  • III) Experimento sempre as mesmas emoções pelos mesmos motivos?
  • Examinando as suas respostas anteriores já registradas, reflita: o que você pode fazer para aproveitar melhor as emoções positivas? E o que você pode fazer para amenizar as emoções negativas?

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