5 Dicas para desenvolver a Inteligência Emocional no seu filho [e em você]

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São inúmeros os estudos que reforçam a necessidade de desenvolvermos a inteligência emocional, como por exemplo, os propostos por Daniel Goleman (Ph.D), pelo Doutor Augusto Cury e por John Gottman (Ph.D).

Mas quais os pilares da inteligência emocional? De que forma nossa ‘inteligência emocional’ (como pais) pode impactar no desenvolvimento do nosso filho? Ou, de que forma a qualidade das emoções impactam na qualidade do nosso relacionamento com eles?

Com base nessas indagações, o presente artigo visa ajudar você a ter um relacionamento mais saudável, feliz e próximo com seu filho (ou filha, claro!). 

Embora inicialmente as dicas sejam voltadas para filhos (ou filhas) na ‘fase da infância’, meu amigo leitor, com sua experiência e vontade de aprimorar o relacionamento com o seu filho, conseguirá fazer as adaptações necessárias para contemplar o ‘filho adolescente’ ou até mesmo ‘já adulto’. Afinal, nunca é tarde para melhorarmos o relacionamento com quem tanto amamos, isto também é inteligência emocional (Especialização em Coaching Infantil).

5 passos para a preparação emocional infantil.

As 5 dicas a seguir foram embasadas nos estudos do psicólogo John Gottman (Ph.D) e nos seus 5 passos para a preparação emocional infantil. Esses 5 passos são:

  1. Perceber a emoção na criança;
  2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e transmissão de experiência;
  3. Escutar com empatia, legitimando os sentimentos da criança;
  4. Ajudar a criança a nomear e verbalizar as emoções;
  5. Impor limites e, ao mesmo tempo, ajudar a criança a resolver seus problemas.

Segue então as dicas voltadas para esses passos (Cursos Online). Vamos lá!

Dica 1: Não seja excessivamente crítico com seu filho

Pesquisas revelam que a depreciação, a rotulação (ex: “preguiçoso”; “cabeça de vento”) e a ironia prejudicam não só a comunicação e o relacionamento entre pais e filhos, mas também, a autoestima e a autoimagem dos pequenos.

Foi percebido, ao acompanhar algumas dessas crianças que foram tratadas de forma desmerecedora e desrespeitosa, depois de 3 anos de início da pesquisa, que apresentavam dificuldades de relacionamento e estudo, bem como altos índices de hormônios associados aos estresse. 

Logo, como pais, precisamos nos educar e ficarmos atentos aos nossos hábitos e comportamentos ao lidarmos com os nossos filhos, inclusive, a autoconsciência e o autogerenciamento são pilares da inteligência emocional. A propósito, como está a qualidade da comunicação com o seu filho?” (Especialização em Coaching Infantil).

Dica 2: Elogie

O cientista e psicólogo Marcial Losada descobriu algo fantástico sobre performance humana e relacionamentos.  Tais descobertas estão relacionadas ao poder do elogio e sua aplicação não só ‘após’ um ato bem feito, mas antes: “primeiro se elogia para depois ter um ótimo desempenho”, reforça estudioso.

Em linhas gerais, seus estudos demostraram “que pessoas de altíssimo desempenho nas relações humanas elogiam ou se conectam com outras seguindo uma proporção entre interações positivas e interações negativas”.

Qual é essa proporção? Segundo o cientista, para se conectar positivamente e manter relações humanas de qualidade, é necessário, no mínimo, para cada uma (1) interação negativamente com aquela pessoa são necessárias três (3) interações positivas, sendo que o ideal seria de seis (6) a oito (8) positivas.

Em outras palavras, para cada crítica que venha a fazer com o seu filho, são necessários de 6 a 8 elogios (ou outras manifestações de afeto). Caso não tenha o costume de elogiar seu filho diariamente, meu amigo leitor, “corra” pois essa balança (negativo x positivo) está bem desproporcional. Exercite a inteligência emocional (Cursos Online) diariamente .

Dica 3: Faça mentalmente um mapa da vida de seu filho

Você sabe quais as pessoas que povoam o mundo do seu filho? Saberia dizer como se chamam e como eles são? E quais os nomes das professoras dele?

A criança nem sempre sabe expressar as emoções, logo, é bom você estar bem informado sobre as pessoas e os lugares que ele comumente frequenta,o que inclui, por sua vez, o que acontece na vida dele.

De modo a conhecer o “mundo” do seu filho mais afundo, os pais precisam dedicar mais tempo a conhecerem à creche, à escola, os professores e os amigos de seu filho, ainda, seus pensamentos e emoções.

Enfim, os pais precisam manter conversas de qualidade, passar mais tempo próximo do filho, demonstrando com isso, que dão importância genuinamente e de forma empática ao “mundo” dele (Especialização em Coaching Infantil).

Dica 4: Leia livros infantis com seu filho

As histórias e as boa literatura infantil podem ajudar muito, tanto as crianças quanto os pais, a desenvolverem um vocabulário para falarem sobre sentimentos e, até mesmo, sobre assuntos delicados.

Também, são bem úteis para ilustrarem algumas possibilidades de como lidarem, por exemplo, com o medo, a raiva e a tristeza.  Somado a isso, a leitura traz outros inúmeros benefícios, sem dúvida.

Aposto que, você como adulto, já leu um livro (ou uma reportagem) que lhe fez pensar sobre alguma situação difícil ou triste que tenha enfrentado, quem sabe uma mudança brusca de cidade, uma vergonha que tenha passado na escola ou uma crítica recebida de alguém que o admirava.

Essas lembranças, motivadas na ocasião pela leitura, contribuem para que os pais tenham mais empatia com os dilemas do seu filho, dilemas esses que em um determinado momento eram vistos com triviais, “infantis” e “frescos”.

Dica 5: Não tente impor as suas soluções aos problemas de seu filho

Nós, como pais, ficamos atentados para demonstrar toda nossa sabedoria e experiência de vida em cada problema que nosso filho nos apresenta. Nesses casos, sempre temos uma ‘solução infalível’, certo? Por outro lado, quando achamos que o nosso filho não ouviu nossos conselhos, ficamos frustrados ou irados.

 

Imagine a seguinte situação, caso isso já não tenha acontecido com você: Você chega do serviço cansada emocionalmente! Foi um dia difícil pois você atendeu um cliente exigente e mesmo que tenha se esforçado para atender as exigências do mesmo, ele reclamou do seu atendimento com o seu chefe, que lhe chamou a atenção na frente da equipe e claro, você não gostou nada!

Então, nesse estado de angústia, você chega em casa e começa a desabafar com o seu marido e…. em poucos minutos ele começa a analisar seu caso para, em seguida, lhe dar vários conselhos e um plano de ação para resolver o problema de fato (risos!), o que vai de encontro aos princípios da empatia proposto pela inteligência emocional

Sobre todo esse episódio, como você se sentiria? Aposto que pensaria que ele “não te compreende e não escutou o que você disse!”

Teria sido diferente se ele lhe fizesse um carinho enquanto lhe escuta calmamente na maior parte do tempo? Talvez com isso até teria tempo para formular algumas possibilidades para lidar com a situação, certo?

Assim sendo, de forma análoga, o psicólogo John Gottman (Ph.D) salienta que “uma das maneiras mais rápidas de estragar a preparação emocional é dizer a uma criança que esteja triste ou irritada como você resolveria aquele problema”, uma vez que você não demonstra empatia e não dá espaço para ele falar sobre o que está pensando e sentido efetivamente (Cursos Online)

Considerações finais

Um dos métodos mais interessantes e eficazes que eu conheço até o momento para desenvolver a inteligência emocional na criança e nos pais é o Kids Coaching (Coaching Infantil), que por sua vez está com um curso Introdutório aberto gratuitamente. Veja e conheça mais:

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