Desenvolvimento Infantil: coaching e as emoções

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Ao olhar para o meu filho, hoje com 9 meses, fiquei imaginando que futuro lhe reserva face aos dilemas e os desafios externos (carreira, consumo, tecnologias, etc), também, frente aos dilemas e desafios internos, como: construção da autoestima, como lidará com as frustrações, com seus objetivos e sonhos, com as diversidades de perfis comportamentais, além de outros aspectos pertinente ao desenvolvimento ‘psicossocioemocional ‘.

Enfim, como será a relação dele com ele mesmo e dessa forma, com o mundo que o rodeia? Como lidará, assim, com suas emoções? Como se dará a qualidade do seu desenvolvimento? 

Assim sendo, nesse contexto, o presente artigo objetiva demonstrar alguns benefícios do Coaching Infantil (Especialização) tanto para pais quanto para profissionais da área, isto sem perder de vista suas aplicações no desenvolvimento infantil.

Alguns desafios do desenvolvimento infantil

Gostaria que você, meu amigo leitor, refletisse, seja como educador/ educadora, seja como pai/ mãe ou ainda, como profissional da área de desenvolvimento humano (psicólogos, coaches, outros) sobre as seguintes questões:

  • Como contribuir efetivamente para que os primeiros anos de vida de uma pessoa seja um período para firmar a autonomia, a autoconfiança e expandir competências emocionais, sociais e intelectuais?
  • Como promover brincadeiras e diálogos estimulantes com as crianças de modo a não ferir o limite próprio da idade e ou de seu desenvolvimento cognitivo?
  • Como oportunizar experiências às crianças que permitam construir uma autoimagem, uma autoestima, enfim, uma identidade de si positiva?
  • Como aproveitar a fase infantil, de modo natural, a levar os “pequenos” a aprenderem sobre si mesmos (autoconsciência), sobre o que os faz se sentirem bem e como podem se sentir felizes por suas características próprias?

Em suma, como conduzir as crianças a evoluírem plenamente em termos intelectuais, sociais e emocionais e dessa forma, se tornarem mais hábeis frente aos desafios da vida? “Esses questionamentos já passaram pela sua cabeça?” 

Essas questões, cabe salientar ainda, vão ao encontro do papel da FAMÍLIA e da ESCOLA no âmbito da educação, papéis esses que se complementam. Conforme cita o psicólogo Jean Piaget, este bibliografia de referência no curso de Especialização em Coaching Infantil:

“O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver […]”.

Responder tais questionamentos apresentados inicialmente, como podemos supor, envolvem diretrizes, conceitos e práticas multi e interdisciplinares, como por exemplo, os oriundos da Psicologia, da Pedagogia, do Coaching, além de outras áreas do saber.

Entretanto, para este artigo, darei o enfoque pela ótica da Inteligência Emocional (IE) e do Coaching Infantil (Kids Coaching).

Já em relação ao Coaching Infantil (Kids Coaching), método esse agregador de vários campos do saber e desenvolvido pela Márcia Belmiro, Psicóloga, especialista em Neurociência Aplicada à Educação e Master Coach, mais informações poderão ter acessando ao link a seguir, que é uma série de vídeos gratuitos sobre o tema. Acesse e saiba mais: Curso Online Gratuito Introdutório

Os 4 componentes da inteligência emocional (IE)

No que se refere, por sua vez, a IE, destacaremos os estudos dos renomados psicólogos: Daniel Goleman, John Gottman e Hendrie Weisinger.

A inteligência emocional provém de 4 componentes que quando enriquecidos pelos estímulos e experiências adequadas, permitem desenvolver habilidades, aptidões e competências específicas, servindo assim, como base para a IE. Os 4 componentes são:

  • A capacidade de perceber, avaliar corretamente uma emoção;
  • A capacidade de gerar ou ter acesso a sentimentos quando eles puderem facilitar sua compreensão de si mesmo ou de outrem;
  • A capacidade de compreender as emoções e o conhecimento derivado delas;
  • A capacidade de controlar as próprias emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.

De forma específica, segundo o especialista Daniel Goleman (Ph.D), inteligência emocional implica, de forma interdependente, tanto competências pessoais (autopercepção, auto-regulação e motivação) quanto competências sociais (empatia e aptidões sociais).

Inteligência emocional e suas competências

Conforme citado anteriormente, levando em consideração uma das grandes referências do estudo sobre a inteligência emocional, podemos entender IE levando em consideração os 2 grupos e suas respectivas competências. Abaixo um resumo:

Competência pessoal:

Essas competências determinam como lidamos conosco:

  • Autopercepção: conhecer os próprios estados interiores, preferências, recursos e intuições;
  • Auto-regulação: lidar com os próprios estados interiores, impulsos e recursos;
  • Motivação: tendências emocionais que guiam ou facilitam o alcance de objetivos.

Competência Social:

Essas competências determinam como lidamos com relacionamentos:

  • Empatia: percepção dos sentimentos, necessidades e preocupações dos demais;
  • Aptidões sociais: aptidão natural para induzir nos outros as respostas desejáveis.

Preparo emocional em 5 etapas

Os psicólogos John Gottaman  e Joan Declaire cujo os trabalhos possuem o prefácio do Ph.D Daniel Goleman, ressaltam a necessidade de preparar emocionalmente os pais, professores, educadores, bem como demais profissionais que lidam com o crianças, a se comunicarem e interagirem com os pequenos de forma mais bem-sucedida no campo emocional.

Para tanto, propõe uma abordagem composta por 5 etapas:

  1. Reconhecer as emoções da criança;
  2. Reconhecer na emoção uma oportunidade de intimidade e ou aprendizado;
  3. Ouvir com empatia, legitimando os sentimentos da criança;
  4. Ajudar a criança a encontrar as palavras para identificar a emoção que está sentindo;
  5. Impor limites ao mesmo tempo em que exploram estratégias para a solução do problema em questão.

Inteligência emocional, desenvolvimento e o coaching infantil 

O Coaching voltado para crianças (coaching infantil ou kids coaching), metodologia esta útil para educadores, profissionais da área, pais e coaches como se propõe Márcia Belmiro, une diversos desses conceitos e abordagem, isto de forma adaptada e prática.

Seus benefícios, tanto na perspectiva de pais ( e educadores e profissionais da área) quanto da própria criança, incluem:

a) Pela perspectiva dos pais, educadores e profissionais da área:

  • Melhor relacionamento com suas crianças;
  • Mudança na percepção sobre a criança, seus potenciais e suas possibilidades;
  • Maior autoconfiança em suas habilidades de educadores;
  • Aumento de autoconhecimento;
  • Melhor entendimento dos seus sentimentos;
  • Técnicas práticas e facilmente aplicáveis para lidar com suas próprias emoções e para auxiliar seus filhos / alunos a lidar com as emoções.

b) Já pela perspectiva da criança, as principais vantagens são:

  • Geração de uma maior auto confiança, auto motivação e senso de conquista;
  • Melhor relacionamento com pais, irmãos e amigos;
  • Maior aceitação e tolerância no convívio com outros;
  • Desenvolvimento da inteligência emocional com seus reflexos nas interações sociais;
  • Desenvolvimento intelectual mais saudável;
  • Senso de pertencimento e merecimento;
  • Melhor entendimento sobre si mesmo e sobre seus sentimentos;
  • Algumas técnicas simples, porém eficazes, para lidar com as próprias emoções.

De modo a incentivar uma grande mobilização pela educação infantil de qualidade, compartilhe essa singela mensagem:

“[…] é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. […], fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem ‘águias’ e não apenas ‘galinhas’”. (Paulo Freire)

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