Quer ser seu próprio Coach? 5 Técnicas para aplicar

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 Antes de falarmos sobre algumas técnicas, gostaria de deixar claro as definições de Coach, Coachee e Coaching? Você sabe quais são?

O coaching (processo), segundo estudiosos, é extremamente eficiente e eficaz para elevação dos resultados e do desempenho, para o aumento da autoconsciência, do foco, para amenizar crenças improdutivas, para otimização de estratégias mentais e emocionais, bem como de tomada de decisões e nas soluções de problemas.

Para tal intento, se vale de um conjunto de técnicas e ferramentas para conduzir o coachee (cliente), a entrar fortemente em ação em prol dos seus objetivos, buscando o aprendizado e melhoria contínua. O profissional que aplica essas ferramentas e tem conhecimento das técnicas é o coach (Quero ser um Coach).

Um outro conceito que faz parte dos processos de coaching e que nos é relevante, envolve as fases da mudança comportamental.

As 5 fases da mudança comportamental de Proshaska

O psicólogo e professor James O. Prochasca e sua equipe, na década de 70, desenvolveram (utilizando até hoje) o modelo Transteórico de Mudança de Comportamento.

Tal modelo é pautado em 29 teorias e modelos dos principais enfoques psicoterápicos e visa analisar ( e a estudar), aspectos motivacionais que levam as pessoas a mudarem seus comportamentos. Essas fases que foram divididas em 5, em síntese, são:

  1. PRÉ-CONTEMPLAÇÃO: esta fase se caracteriza pela negação do problema, sensação de desencorajamento, falta de intenção do indivíduo mudar comportamentos indesejados;
  2. CONTEMPLAÇÃO: caracteriza-se pela ambivalência. Em outras palavras,  o indivíduo possui nítida vontade de mudar (“eu quero”), entretanto, tende a permanecer negociando consigo as vantagens e desvantagens da mudança;
  3. PREPARAÇÃO (OU DETERMINAÇÃO): fase caracterizada pelo planejamento estratégico, na formulação cuidadosa de um plano de ações orientadas para a mudança gradual;
  4. AÇÃO: neste estágio, as mudanças são mais perceptivas, embora haja uma exigência maior por parte do indivíduo para praticar a autoobservação e autoavaliação, e assim, ir fazendo as eventuais correções de rota.
  5. MANUTENÇÃO: o indivíduo, de modo a amenizar as recaídas, precisa desenvolver o forte compromisso com as mudanças e com os ganhos conquistados nos estágios anteriores.

Assim sendo,  em termos gerais, as técnicas de coaching são alinhadas com esse estudo (‘5 fases de Proshaska’), com o momento e objetivos (e ou dilemas) do cliente (coachee), bem como com a sensibilidade do coach (profissional).

Assim sendo, gostaria de convidar a você, caro leitor, a refletir sobre seus objetivos ou dilemas (Cursos Online) e, com base nisso, responder na sequência, as questões a diante. Ou se preferir, pode escolher a técnica que mais faz sentido para você no momento e deixar as demais para um outro momento.

As 5 técnicas

Técnica 1: Roda da vida (“choque de realidade”)

Pensa comigo! Basicamente sabemos que temos que nos alimentarmos de forma saudável, praticarmos exercícios regularmente, termos momentos de lazer…. isto se quisermos melhorarmos nossa saúde e qualidade de vida.

Entretanto, a grande maioria das pessoas (não sei se é o seu caso) tem muita dificuldade de manter uma rotina asssim, mudando de ideia porém, após algum exame médico específico. Ou seja, “quando há um choque de realidade”.

Logo, de certa forma, essa técnica visa isso: promover um choque de realidade ao se deparar com certas áreas da sua vida que precisam de atenção ou melhorias por estarem impactando negativamente seus resultados. Veja:

Um das perguntas que você deve se fazer em cada campo (setor ou fatia) do círculo preenchido é:

De 0 a 10, quanto estou satisfeito com, por exemplo, meus recursos financeiros?”

Ao final do exercício, buscando uma ação prática de melhoria, responda:

“Qual campo (setor ou fatia) que se eu der mais atenção, poderá alavancar positivamente as outras áreas da minha vida?”

“O que fará com base nisso?”

Técnica 2: Especificação de objetivos (clareza no objetivo”)

Um comportamento é bom ou ruim dependendo da clareza do seu objetivo. Por exemplo, “passar horas no whatsapp é bom ou ruim?” Depende! Se você vende produtos por ele ou se pretende distrair um pouco, o whatssapp pode ser um recurso.

Por outro lado, se vive perdendo prazos (ou adiando ações importantes) em função do aplicativo, então é necessário mudar tal comportamento e hábito.

Sobre esse enfoque, ter clareza nos objetivos é útil não só para ajustar comportamentos, hábitos e rotinas, mas também, gerar um sendo de urgência, um sendo de meta a ser atingida.

 

Técnica 3: Níveis neurológicos (“variáveis da mudança”)

Esse é um tipo de técnica muito comum em cursos de formação em Coaching de grandes escolas, também, em cursos de formação PNL (Programação Neurolinguística), o que sugere sua importância e aplicação.

Como poderão perceber, é possível desmembrar essa ferramenta em várias outras atividades e exercícios específicos.

Cabe ressaltar que quando pensamos em mudar comportamentos em prol dos nossos objetivos, precisamos nos ater a um conjunto de variáveis e com isso, minimizar ou ‘bloquear’ elas (ou algumas delas). Nesta técnica, ssas variáveis estão distribuídas em 6 grupos ou níveis. Veja a seguir de forma resumida:

Repare que a mudança real e efetiva passa necessariamente pela nossa forma de pensar e interpretar os fatos, também, pelos ajustes do meio externo. Se você quer emagrecer e no seu círculo de amizade só tem o grupo do “churrasco”, você sabe do que estou falando! (risos!)

Técnica 4: Análise do campo de força (“forças a favor e contra”)

Essa é uma técnica bem prática e que pode ser utilizada informalmente inclusive. De forma metafórica, podemos analisar o princípio dessa ferramenta ‘com um trajeto que você quer percorrer utilizando uns dos aplicativos de GPS Waze ou Google Maps’.

Digamos então que você queira ir ao ‘destino B’ e se encontra na ‘origem A’. Ao gerar a rota, você poderá avaliar algumas questões: vou com meu carro, de taxi ou de bicicleta? Esse é o trajeto mais rápido caso esteja com pressa e querendo economizar? Esse trajeto tem alguma obra ou engarrafamento no momento?

Perceba que, de forma ampla, defini ‘onde quero chegar’, ‘onde estou’, ‘o que me impulsiona (ou quais recursos tenho no momento)’ e ‘quais as forças contrárias (ou obstáculos)’ podem atrapalhar meu caminho até o meu objetivo. É essa a proposta desta técnica logo a seguir, listar as forças a favor e as forças contrárias. Veja:

Técnica 5: Análise ABCDE (“classificando nossas atividades”)

Vivemos na Era da Informação e do Conhecimento e a todo momento somos bombardeados por estímulos, as vezes uteis e na maioria nem tanto, o que nos afastam dos nossos objetivos.

Logo, torna-se interessante analisarmos as nossas ações (Cursos Online), nossos comportamentos e nossas atividades diárias classificando-as em produtivas ou improdutivas.

Ou seja, aquelas contribuem para os nossos objetivos e aquelas que não. A ferramenta a seguir lhe ajudará nisso:

Ao analisar todos as suas respostas desta técnica, se questione:

“Como posso me reorganizar para utilizar melhor meu tempo e me mover mais rápido em direção ao meu objetivo?”

Considerações Finais

Essas técnicas, tenho certeza, amenizarão (ou quem sabe resolverão) alguns de seus dilemas ou problemas, ainda, tenha certeza que serão fundamentais nos primeiros passos de várias outras mudanças positivas de comportamento e resultados.

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