Augusto Cury e o mal do século: a ansiedade

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Você já deve ter ouvido falar que estamos inseridos na Era da Informação e do Conhecimento, certo? Onde as informações, em especial, se avolumam consideravelmente e são produzidas, compartilhadas e processadas rapidamente. Sobre essa perspectiva e outras, o Doutor Augusto Cury nos alerta.

Se por um lado essas dinâmicas e mudanças nos trazem benefícios, por outro, cabe refletirmos sobre os impactos desse “cenário acelerado e do incentivo ao consumo desenfreado de informações” na nossa saúde emocional, psicológica e intelectual, bem como seus reflexos no corpo (ex: doenças psicossomáticas). Em outras palavras, na nossa saúde mental (Cursos Online Comportamental). 

Ansiedade, o verdadeiro mal do século

Para o Dr. Augusto Cury, médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor dos quais seus trabalhos são reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, cabe um alerta:

“Sem perceber, a sociedade moderna – consumista, rápida e estressante – alterou algo que deveria ser inviolável: o ritmo de construção de pensamentos. Isso gerou consequências seríssimas para a saúde emocional, o prazer de viver, o desenvolvimento da inteligência, a criatividade e a sustentabilidade das relações sociais”.

Ele continua: “estamos adoecendo coletivamente e a ansiedade é o verdadeiro mal do século”.

Augusto Cury e seus estudos

Cury é o autor mais lido da última década, o que reflete a magnitude das suas palavras. Seus livros já foram publicados em mais de 70 países e já vendeu mais de 30 milhões de livros somente no Brasil.

Dr. Augusto Cury é autor da Teoria Inteligência Multifocal, que analisa o processo de construção dos “pensamentos”. Também, da concepção da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), este, segundo pesquisas, atinge mais de 80% dos indivíduos de todas os perfis, idades e ofícios: crianças, pais, professores, alunos, entre outros.

Depressão e a necessidade da gestão das emoções

Outra estatística alarmante, reflexo do SPA, divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é que 1,4 bilhões de pessoas (20% da população mundial), cedo ou tarde, desenvolverão depressão.

Note que, se somarmos, grosseiramente, os índices de pessoas que possuem a Síndrome (SPA) com as que desenvolverão depressão cedo ou tarde, o resultado é assustador, isto sem contar que talvez você, agora, ou alguém próximo de você, faça parte dessa estatística, o que inclui, lamentavelmente, as nossas crianças.

Estudos da OMS junto com a Unicef “revelam que pelo menos 90% dos adolescentes que se matam têm algum tipo de problema mental. Eles variam da depressão – a principal causa para suicídios neste grupo – e passam por ansiedade, violência ou vício em drogas”.

As estatísticas de suicídio entre jovens só perdem para os acidentes de trânsito envolvendo os mesmos. O que sugere, sem sobra de dúvidas, a necessidade e relevância de desenvolvermos habilidades de gestão das emoções (livro)

Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA)

Mas afinal, o que a ansiedade e a Síndrome do Pensamento Acelerado (livro), reflexo desse modelo de sociedade moderna, têm nos provocado? Augusto Cury cita alguns sintomas que convido a você refletir sobre dando uma pontuação de 0 (não tenho) a 10 (tenho de forma intensa). Veja e se avalie :

  • Sofrimento por antecipação (“pré-ocupação”);
  • Mente inquieta ou agitada;
  • Cansaço físico exagerado, além de dores de cabeça e musculares;
  • Irritabilidade;
  • Insatisfação;
  • Insônia;
  • Déficit de atenção e de memória;
  • Dificuldade de estabelecer rotinas;
  • Dificuldade de lidar com pessoas “lentas”;
  • Tudo tem que ser rápido;

Creio que você, assim como eu, deva ter se identificado com alguns (ou com vários) desses aspectos descrito acima, ou no mínimo, reconhecido pessoas que possuem esses sintomas e comportamentos (Cursos Online Comportamental). Então o que fazer? Ou melhor, face a gravidade da questão, por onde começar?

Augusto Cury e o TCC revelam alguns caminhos

O caminho em prol de hábitos mais saudáveis, uma vez que é uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades e competências, está no aprendizado da gestão das emoções e no aprimoramento da inteligência emocional, como defende também o psicólogo Daniel Goleman (PH.D).

No que se refere à Ansiedade, na perspectiva da Psicologia Cognitiva Comportamental (TCC), é por vezes usada para descrever medo ou nervosismo temporário, mas também, usado para descrever tipos mais persistentes de ansiedade, tais como:

  • Fobias;
  • Transtorno de pânico;
  • Ansiedade social;
  • Preocupação com a saúde;
  • Estresse pós-traumático;
  • Transtorno de ansiedade generalizada.

Assim sendo, de modo a amenizarmos desses “lixos emocionais” do qual a ansiedade e a Síndrome da Mente Acelerada se inserem, Cury e o TCC recomendam, apesar de neste escrito está resumido, que…

Alguns exercícios: Augusto Cury e o TCC

  • Desenvolva práticas e habilidades voltadas para a “atenção plena” (permanecer no momento presente);
  • Aprenda práticas de respiração controlada e profunda;
  • Você pode desenvolver também técnicas de relaxamento muscular progressivo, que consiste em contrair e relaxar, alternadamente, os principais grupos musculares;
  • Pratique ensaios mentais, ou seja, crie imagens (explorando a imaginação e os sentidos) tranquilas e relaxantes antes de eventos que impulsionam sua ansiedade. Essas imagens podem ser cenas, ideias e ou frases inspiradoras;
  • Utilize escala de ansiedade e experimentos controlados (treinos). Por exemplo: se fica ansioso em dar uma palestra, esse estágio pode ter um grau 10 na sua escala, o 1 poderia ser conversar em um grupo de familiares e 5 em um grupo de amigos da empresa. Cada estágio desse lhe proporcionará graus variados de ansiedade e superando cada um, mais seguro de si estará para se colocar em desafios;
  • Recicle falsas crenças (ex: sentimento de incapacidade, complexo de inferioridade, timidez, conformismo, necessidade neurótica de ser perfeito, pensamento convicto que está programado para ser deprimido –ou ansioso, ter fobia social, outros);
  • Não seja uma máquina de informação e de trabalho;
  • Separe tempo para estar com quem ama, fazer o que gosta, enfim, fazer uma “higiene mental”.

Apesar de alguns casos ser necessário a intervenção farmacológica ministrada por um profissional gabaritado, podemos desenvolver habilidades e a consciência de que podemos mudar nossos hábitos improdutivos de forma preventiva. Ainda, até mesmo nos casos dos quais são indicados remédios, estes terão muito pouco efeito se não forem somados com algum programa de desenvolvimento comportamental.

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